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“As cores de um novo tempo”

Os últimos dois anos foram cinzas.

O preto e o branco, do luto e da busca da paz, produziram dias em que as cores vivas se fizeram pouco presentes.

Um neutro de doer o coração e amortecer sentimentos se apresentou de maneira marcante e implacável nos nossos até então poucas vezes vistos, dias difíceis.

O impacto foi pra não se esquecer jamais.

O branco das máscaras invadiu rostos não tão dispostos a recebê-lo, porém diante da necessidade, pouco se negou a aceitá-lo.

O impacto imediato, apesar dos olhares de medo, foi que passamos a olhar mais nos olhos dos outros, como a descobrir o quanto eles têm a falar.
Nos distanciamos mais uns dos outros, como a buscar manter a distância que podia determinar o se manter vivo e o colocar em risco a nós mesmos e aos nossos.

Sim, foram tempos cinzas.
Bem cinzas.

Porém como absolutamente tudo é passageiro, mesmo que as marcas tenham sido profundas, aos poucos as cores voltaram a trazer vida às ruas.
Até as máscaras, carregando o branco da paz que tanto se buscava, resolveram se estampar na busca por sorrisos mesmo que tímidos, e tão apagados.

O tal metro e meio deixou a rigidez do determinado para se permitir um abraço há tanto tempo esquecido.

Mesmo ainda tendo a respeitar os limites de uma aglomeração, passamos a ver o quanto perdemos no tempo da pandemia e o quanto ela pode nos ensinar a necessidade de sermos mais humanos.

E as pessoas voltaram às ruas.
E as cores, junto delas, voltaram mais vivas.

Voltamos famintos de vida!
Voltamos prontos a compensar tudo que perdemos nesses anos.
Voltamos a fim de trazer luz e cor ao cinza triste que tanto insistiu em nos visitar.

Para novos tempos, uma nova coleção rica em vida, rica em cores!
Azuis que trazem céu, água límpida de rio, mar visto de longe, que trazem a natureza.
Encarnados que remetem a vida, do sangue que corre as veias, e que mesmo amenizado, trazem a pele, refletora da sensibilidade adquirida em tempos difíceis.

Para tempos novos, a expressão plena das limitações de quem ficou confinado e que agora quer a intensidade da liberdade a tanta represada.

As ruas, até então esvaziadas pelo mal invisível que as tomavam, pedem cor.
As pessoas, embranquecidas pelo Sol ausente dos dias de confinamento, pedem cor.
E essas, ávidas por serem em parte considerável importantes na condução inclusive do nosso humor, voltaram.

E mesmo o cinza da tensão e da dor, aliado ao branco vivo apenas nos jalecos dos médicos e nas máscaras que afastava o mal, ambos tão presente nesses tempos sombrios, tomaram vida nova e resolveram voltar repaginados e vivos como poucas vezes foram.

Bem vinda vida!
Bem-vindas cores!

@roneyaltieri

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