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A CONSCIÊNCIA QUE É NEGRA!

De que forma podemos ainda acreditar que em pleno terceiro milênio tanta intolerância possa ser possível a rotina dos nossos dias?

Evoluída a sociedade, o que possivelmente seria esperado depois de tantas e tantas lutas e transformações, por qual motivo ainda assistimos estarrecidos a tamanhas manifestações racistas pelo mundo?

É para lá de sabido que o conceito de evolução e crescimento de uma sociedade mais justa e solidária passa obrigatoriamente pelo sentido de igualdade.

E por igualdade, entenda-se obrigatoriamente a compreensão que deveria ser natural de quem ninguém é diferente de ninguém por causa da cor da sua pele.

Antes de ser entendida como “mimimi”, como alguns insensíveis a essas e outras questões que envolvem a sociedade vivem a dizer, o Dia da Consciência existe para que possamos pensar e discutir de maneira mais intensa na busca de caminhos que amenizem as diferenças em todas as áreas que oferecem oportunidades, sejam educacionais, sejam profissionais e tudo que envolva nossa sociedade.

Claro que todo dia é dia de se refletir e principalmente agir em questões como essas, mas o destinar de um Dia a ela, permite a intensificação dessa discussão, primordial a encontrarmos os caminhos a tornar a questão com o maior envolvimento social possível.

Infelizmente ainda para muitos, o assunto é tratado com uma indiferença digna de quem não tem na realidade da vida, o seu forte.

Sim, existe tratamento diferenciado por força da cor da pele.
Sim, existem menos oportunidades para uns que para outros de acordo com a cor da pele de quem a pleiteia.

Sim, está mais do que claro que o déficit histórico que toda a raça preta tem com relação às demais determina em muito todas as dificuldades que se apresentam a ela principalmente quando falamos de oportunidades iguais.

Como não colocar nessa conta que apresenta números estarrecedores, outros como o fato de há distantes 326 anos Zumbi, grande líder de Palmares, ter sido morto lutando pela liberdade do seu povo?

Como desconsiderar nessa questão outro fato como ter sido o Brasil, a última nação sul-americana a abolir os seus escravos?

Todos esses dados aliados a outros tão contundentes quanto, compõem o cenário gerador de parte dessa marginalização inaceitável dos nossos dias.

Portanto e diante do apresentado, passou da hora de todos juntos darmos um sentido bastante claro e amplo a respeito da questão racial, que ainda nos assola.

Prepararmos as novas gerações para que possam ser bem mais tolerantes, compreensíveis as causas que ainda freiam a evolução da sociedade e amplificadores de tudo que possa ser determinante na busca constante por justiça, é uma de nossas grandes tarefas e missões.

Nesse sentido, colocar nas mesas discussões como essas, nos bancos escolares, nas administrações corporativas, nas comunidades e em todo canto que uma nova luz sobre a causa possa ser acesa, é fundamental para construirmos uma sociedade muito mais justa.

Que o Dia da Consciência Negra seja sempre multiplicado e ampliado principalmente por força da intensidade que tem.

@roneyaltieri

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