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“Fadas: sim elas existem!”

Sabe-se por que tanto desacreditamos da existência de fadas?

Em que momento deixamos todos nossos sonhos, fantasias e crenças que hoje rimos de um dia ter frequentado nossa infância?

Pois vou te contar uma estória.

Conheci uma garotinha que tinha asas, meio borboleta, meio beija flor, parte libélula, parte fada.

Não, nas mãos não tinha uma varinha de condão.

As mãos ficavam livres para ajudá-la a se equilibrar nas mais insinuantes manobras.

Nos pés, tinha rodinhas a deslizar como uma abelha em campo florido.

Incrível o que ela fazia, mesmo pequenina e diante da descrença de tantos, incapazes de acreditar em fadas.

Ela voava, deslizava sobre pisos e rampas como quem tem a facilidade de caminhar sobre solo firme.

E lá ia a tal fadinha a encantar a todos por onde passava.

Sorriso tímido, simples de família e de olhar, deixava o rastro de flores e cheiro doce que somente os que marcam presença são capazes.

Rayssa, nome de princesa, expressivo e possivelmente, diante da fragilidade física de criança, maior que ela mesma aos olhos dos desavisados, devorava sonhos na mesma velocidade e maestria que destruía os descrentes de onde ela poderia chegar.

Chegou, saída da longínqua Imperatriz, lugar mais adequado a lhe caber o nome, dizendo ao que veio, atravessando oceanos e fronteiras sempre acompanhada das asas nas costas, das rodinhas nos pés e do tal sorriso que somente os que sonham possuem.

Sim, sempre importante frisar que poucos acreditavam, afinal como pode em tempos do automático e robótico, fadas sobreviverem?

Como alguém aparentemente franzino pode ser capaz de desafiar a física através de manobras que outros mais fortes são incapazes de realizar?

Não desafie a menina-fada…

Não diga a ela o que pode ser possível ou impossível.

Nunca ouse tirar dela as tais asas realizadoras de sonhos.

Rayssa enfrentou tudo e todos, virou a chave da vida, a mesma que a tantos limita as iniciativas e compromete futuros e foi pro mundo vencer, mesmo que a idade lhe fosse adversa pela pouca quantidade.

Corre menina, voa por entre aqueles que insistem em não te enxergar e que duvidam da sua capacidade de criar e crescer.

Ouse sempre, esvoaçando seus cabelos longos parte presos pelo boné da irreverência e parte soltos para receber o vento da liberdade de quem voa sobre as rodinhas encantadas e plantadas aos pés.

E que da cor lilás das asas agigantadas às costas que nos deram o presente prateado, venha em breve tempo, aquele mesmo que em pouco dele já te fez tão grande, o ouro dos heróis, dos raros e dos ímpares, que fazem de sonhos conquistas, afinal não foi dado aos humanos o dom de voar, porém às fadas não serve a regra.

Voe alto, Rayssa.

Bem alto.

(Roney Altieri)

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