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Novembro de perdas, novembro de ganhos…

Num novembro ganhamos Monet, e o mundo, as suas obras impressionistas maravilhosas.

Noutro novembro perdemos Fred Mercury, mas nunca deixamos de ouvir as inesquecíveis músicas que ele compôs e interpretou com a voz dos raros, daquelas de nos tirar os pés do chão ao ouvir.

Fernando Pessoa nos deixou num novembro. Incrível a capacidade de alguém que pode deixar para o resto dos tempos coisas tão profundas e de sentimento humano tão intenso.

Assim foi também com Villa Lobos, pai das Bachianas brasileiras ou “Trenzinho caipira”, hino que deveria estar nos ouvidos de qualquer criança brasileira nos bancos escolares.

Noutro novembro perdemos Cecília Meireles, poetisa e a primeira mulher a ter um livro reconhecido pela Academia Brasileira de Letras.

Na literatura perdemos ainda em novembro Guimarães Rosa. De certo que uma a cada duas pessoas pelo menos já ouviram falar da obra “Grande Sertão, Veredas”. Incrível o fato desse gigante da literatura brasileira ter morrido quatro dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras.

De Rosa, a frase: “Viver é um rasgar-se e remendar-se”.

No esporte um marco: foi em novembro que o Rei do futebol marcou seu milésimo gol em pleno Maracanã num jogo entre Santos e Vasco da Gama.

Um dos maiores fatos da história da humanidade aconteceu em novembro: o muro que dividia as duas Alemanhas foi derrubado. Um dos marcos do fim da “Guerra Fria”, trazendo a unificação da Alemanha logo na sequência.

As ciências tiveram num novembro a maior das suas evoluções: Charles Darwin lançou a “Origem das Espécies” onde expôs que as formas de vida originaram de um processo de seleção natural.

Assistiu “Macunaíma, um herói de nossa gente”?
Pois bem, então você viu o talento maravilhoso de Grande Otelo.
Foi num novembro que o perdemos.

Já ouviu falar em Lévi-Strauss?
Antropólogo, pesquisador e filósofo francês, foi o principal defensor do estruturalismo na antropologia social.

No começo dos anos 90, a AIDS trazia sofrimento a milhares de pessoas pelo Planeta. Num mês como esse que vivemos, Magic Johnson anuncia ser portador do vírus e abandona as quadras de basquete.

E para os amigos da moda, alguma ideia de quando nasceu um dos maiores nomes dela em todos os tempos, Calvin Klein?
Sim, num novembro.

Sabiam que num novembro começou a “nascer a Monalisa”?
Nesse mês, Da Vinci foi contratado para iniciar a pintura que se tornaria a mais famosa de todos os tempos.

Num novembro Otelo, de Shakespeare, é a primeira de suas obras apresentada ao público.

Rosa, Pessoa, Shakespeare, Meireles, Monet, Mercury, Villa Lobos…. quantos e quantos nomes ilustres e maravilhosos da humanidade em todos os tempos tiveram em novembro algo que marcasse suas presenças por aqui?

Um viva a novembro!

E que venha dezembro com seus criadores e suas criações.

@roneyaltieri

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