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“Perdas e ganhos de um Dezembro da vida…”

Icônica a imagem de Van Gogh sem parte da sua orelha. Quanto já não vimos sobre isso? Quanto isso já nos chamou atenção?

A depressão (sim, já em 1888) levou-o a essa atitude num Dezembro do seu tempo.

O pintor holandês perdeu-a e a humanidade ganhou “Noite estrelada”, “Lírios”…

Num Dezembro “A Voz” nascia. Nunca e em momento algum alguém cantou tanto e tão bem quanto Frank Sinatra. Aproveito para sugerir o acompanhamento dessa crônica ou ao som do rádio numa estrada “Fly me to the moon”…

Se és amante da velocidade (e quem não seria?) deve saber que o automobilismo, principalmente o brasileiro, tem nesse mês o aniversário de um mito dele: Emerson Fittipaldi, o nosso primeiro campeão.

E quanta história boa dessa fera heim?

Ahhh esse Dezembro dos grandes nomes…

“O Baile no Moulin de La Galette”, “O almoço dos barqueiros” são algumas das principais obras impressionistas de Auguste Renoir. Num mês desse de 1919, a humanidade perdia esse gênio.

Wolfgang Amadeus Mozart nos deixou também num Dezembro. Enterrado em vala comum, pobre e sem lápide ou algo que o identificasse partiu deixando suas maravilhosas Sinfonias para a eternidade.

Quantas vezes já nos pegamos, caixa de fotos ao colo, tarde chuvosa de um dia sem nada a fazer rememorar através das imagens o que fomos um dia?

Os tempos mudaram para a grande maioria que não sabe bem o que é viver essa experiência, agora com celulares à mão a acumular milhares de fotos que não tem representatividade e história para contar.

Num dezembro devorado pelo tempo, George Eastman registrava sua câmera Kodak.

E o mundo nunca mais foi o mesmo.

Monet, nos deixou num Dezembro. A ficar para a posteridade toda a magia das suas telas como “Ponte sobre a lagoa de lírios de água” e “Mulher de sombrinha” entre tantas.

No tema preservação do meio ambiente e luta contra o desmatamento, poucos nomes tiveram a expressão de Chico Mendes. Mundialmente reverenciado pela defesa da causa, acabou covardemente assassinado em Dezembro de 1988.

Parte o homem, fica o mito.

Dezembro também nos levou outros dois mitos, daqueles de peso gigante e por força disso, eternos: Charles Chaplin e John Lennon.

O que falar deles?

Se de um lado nesse mês perdemos grandes nomes com realizações gigantes através dos tempos, Dezembro também nos retribuiu com o nascimento de outros ícones que por aqui passaram e deixaram obras que estão eternizadas na história da humanidade.

Sabiam que num mês desse de 1901, nascia Walt Disney?

Encontre alguém nesse Planeta que não conheça uma obra que seja de Disney…

Como explicar a necessidade que temos de fazer previsões de como serão os tempos futuros?

Incrível encontrar nas referências aos escritos de Nostradamus muitas das coisas que hoje nos acontecem.

E foi num Dezembro de 1503 (e o Brasil tinha apenas 3 anos!) que o astrônomo francês veio ao mundo.

Ainda criança me vi algumas vezes a escutar num som riscado pelo disco 78 rotações, meu avô na sala escurecida pela cortina ainda fechada das manhãs de Domingo, músicas que começaram a fazer parte do meu imaginário, misturadas que eram por instrumentos até então desconhecidos e vozes poderosas poucas vezes ouvidas nesse formato, no dia a dia.

Assim fui apresentado às óperas. Assim fui apresentado a Giacomo Puccini.

La Boheme, Tosca, Madame Butterfly são algumas das suas obras mais famosas.

Por que citei-o?

Num dezembro de 1858 ele nasceu.

Deixei por último um verdadeiro ícone da cultura mundial que tem em nosso País o seu nascimento. Homem de profundo conhecimento arquitetônico e ativista de causas sociais, Oscar Niemeyer nos presenteou com verdadeiras maravilhas construídas em formas que possivelmente jamais veremos repetidas. Dono de uma sensibilidade aliada à matemática tão necessária ao que produzia, suas obras são festejadas entre as maiores produzidas por arquitetos em todos os tempos.

Eis um nome que deveria ter expressão de herói nacional por aqui.

Dezembro nos deu e tirou Niemeyer.

@roneyaltieri

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